sábado, 24 de setembro de 2016

Educação Inclusiva

    Bom dia, hoje iremos falar sobre educação inclusiva.
    Por muitos a escola foi um sistema para privilegiados na escala social, com a população dos estudos e homogeneização foi notado a exclusão de alunos com deficiências e assim a escola falhou com o objetivo de democratização.
  Com a visão dos direitos humanos e cidadania, as diferenças foram reconhecidas e assim foi aplicado leis e normas para a inclusão dessas crianças foram das escolas, e assim foi criado a normatização de distinção dos estudantes com características intelectual, cognitiva, psicomotora, social, etc. Fazendo com que mudasse o modelo tradicional escolar.
    Essa educação inclusiva ao longo dos anos se organizou de forma que hoje encontramos terminologias próprias, atendimento especializado, profissionais especializados e demais modalidades, levando ao acontecimento ao longo da história o surgimento de instituições especializadas nesse setor educacional.
    Mas como elaborar um currículo que ajuda a todos, já que há uma grande diversidade nas salas de aulas? Por muitos anos as escolas “moldavam” os alunos para o perfil escolar; mas agora o foco mudou. A escola que muda e se desenvolve para trabalhar com a diversidade. Por isso a escola que tem educação inclusiva, deve trabalhar com o currículo atual que abrange e se aperfeiçoa a cada período e dificuldades que encontra, afinal currículo é aquele que se altera e muda conforme a evolução educativa da sociedade, para que os profissionais possam trabalhar de maneira efetiva, preparos pedagógicos que auxiliam o desenvolvimento e aprendizagem dos estudantes. E assim surgiram as adaptações curriculares, proposta pelo MEC/SEF/SEESP para a educação inclusiva.


1.    Princípios a serem contemplados no Currículo

    Ao longo dos anos houve adaptações no currículo para criar condições favoráveis para o ensinamento e aprendizagem para todos, estabelecendo condições ambientais, físicas e materiais necessários para o aluno conforme suas necessidades. Um melhor atendimento comunicativo, incluindo professores com formação braile e libras e convívio com pessoas que convivem na comunidade escolar, incluindo presença nas atividades em escolas regulares. O objetivo é construir uma educação que sirva e atenda a todos, laica, sem discriminação e acompanhamento pedagógico para desenvolvimento físico, cognitivo e social de todos os alunos.

2.    Organização dos tempos e espaços recomendados
 
     O trabalho em educação inclusiva, é importante respeitar o tempo e também estimular o desenvolvimento individual de cada aluno. Por isso a importância do planejamento de tempo de cada aula e atividade, pensando no tempo se há deslocamento de turma de uma sala para outra, atividades em bibliotecas, tempo utilizado para refeições; um planejamento de tempo bem elaborado para que respeito o tempo de cada, sem desrespeite o aluno com necessidade maior para deslocamento, alimentação, entre outras atividades.

    O espaço recomendado é que remova obstáculos arquitetônicos como escadas, depressões, seleção de materiais, caso presença de escadas ter rampas e/ou elevadores, corrimão, sinalização visual e tato, no caso sinalização no chão para quem faz uso de bengalas como no caso de deficientes visuais, assim como sinalização sonora; adaptações em portas maiores caso necessidade passar cadeira de rodas e diversas adaptações necessárias em banheiros; bebedouros e mobílias acessíveis.

“A escola e sala de aula devem ser um espaço inclusivo, acolhedor, um ambiente estimulante que reforça os pontos fortes, reconhece as dificuldades e se adapta às peculiaridades de cada aluno.” (MEC, SEESP, 2005, p.15). 


3. Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingidos


    Os alunos devem aprender, e no caso da educação inclusiva deve-se trabalhar com diversas maneiras para que esse aprendizado ocorra. Para isso o professor deve conhecer e analisar individualmente cada aluno, para que possa elaborar uma aula preparada de diversas formas e apoio com ênfase na necessidade de cada indivíduo, garantindo que todos posam participar do processo educacional.

    Mencionando a Declaração de Salamanca UNESCO (1994), considera educação inclusiva aquela que “reconhece e satisfaz as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos...”.



4. Procedimentos Metodológicos Sugeridos


      A metodologia irá variar de acordo com a idade e necessidade de cada turma e aluno, no caso da inclusão, o professor deve elaborar uma metodologia que atenda a necessidade participativa e cognitiva do aluno para o desempenho da aprendizagem. Existem diversos métodos, há do professor conhecer seus alunos e aplicar qual sirva melhor na ocasião, o professor deve planejar a aula conforme necessidade de seus alunos e os conhecendo melhor, saberá qual método terá maior aproveitamento durante a sala de aula. Exemplo, para criança deficiente visual, na aula de letramento e alfabetização deverá ser inserido o sistema Braille e surdo-mudo ser incluso nas aulas de libras, para desenvolver melhor sua comunicação.

    É sugerido para professores que atendem uma sala que há inclusão, posicionar esse aluno a favorecer seu deslocamento, sua visão para o quadro, e condição de audição durante a aula. Importante explicar todo o material utilizado nas aulas com apoio visual, mostrando claramente cada ferramenta de trabalho e explicando com voz clara e boa dicção e ampliar o tempo de atividade e prova para esse aluno. Ajudar no que realmente for necessário, importante diferenciar o ajudar quando necessário sem atrapalhar no desenvolvimento do aluno, trabalhando forma natural para que o profissional não tende a ser superprotetor ou indiferente.


5. Materiais de Ensino e de Aprendizagem 

    Deve-se utilizar todo material adaptado ou para adaptação que auxilie nas aulas, segue alguns exemplos.
   Para deficientes visuais: Reglete de mesa, punção, sorobã, máquina de datilografia braile, textos transcritos no Sistema Braille.
   Para alunos com baixa visão: lápis preto B6, folhas com pauta reforçada, canetas porosas / pincel anatômico para ampliação e contornos, uso de carteiras reclináveis, aumento do contraste, ampliação de textos, xerox aumentadas ou ampliações de textos, computador para ampliação de textos e para jogos eletrônicos de raciocínio.
   Para alunos com deficiência auditiva: computador, bola com guizo para algumas atividades que requer ajuda de bola.


6.    Avaliação

    A avaliação como dito anteriormente, deverá ter um tempo maior para o aluno poder executar e com materiais disponíveis conforme sua necessidade, porém essa avaliação não pode ser diferente dos demais alunos, pois o professor corre o risco de ser interpretado erroneamente, demonstrando uma atitude discriminatória.


7.    Exemplos de Boas Práticas 

                                         

Texto completo sobre a Educação Inclusiva, pesquisado e criado por Renata Sanchez.

 
Referências

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf - acessado dia 14/09/201a às 15:12h

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/serie4.pdf - acessado dia 15/09/2016 às 20:30h
 

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